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terça-feira, 9 de novembro de 2010

PMs entregam cabeça do tráfico de bandeja pra rivais

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Uma denúncia grave pode pôr em suspeita a participação de policiais militares no episódio macabro que marcou a guerra entre traficantes rivais das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) pela disputa das bocas-de-fumo do Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Familiares do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, que foi decapitado e teve a cabeça exibida como troféu, na última quinta-feira, dia 4 de novembro, denunciaram que ele foi vendido aos rivais por policiais do 41º BPM (Irajá). A viúva do criminoso prestou depoimento à Divisão de Homicídios (DH), no dia seguinte, e o conteúdo está sendo mantido sob sigilo.
Valmir Bernardo da Silva, o Parazão
O responsável pelo pagamento teria sido Marcelo Silva Batista, o Lerdinho, braço-direito do traficante Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos, líder do TCP que controla a venda de drogas na Serrinha. A mulher dele levou R$ 30 mil para completar o valor inicial exigido pelos PMs, que surpreenderam Parazão em uma casa no Morro do Juramento. A comunidade de Vicente de Carvalho foi escolhida pelo CV como base por fazer divisa pela mata com o Morro da Serrinha. É de lá que têm saído os bondes para as tentativas de invasão que já duram um ano e contam com apoio de comparsas do Morro do Cajueiro – localizado em frente à Serrinha.
Marcelo Silva Batista, o Lerdinho
“Ela levou R$ 30 mil para inteirar na compra do corpo por ordem do Lerdinho, mas não sabe o valor exato porque uma quantia já havia sido entregue antes”, revelou um dos parentes de Parazão.
Agora, a comunidade vive sob a tensão de novas investidas de traficantes do Comando Vermelho, já que um dos chefes do tráfico no Complexo do Alemão, Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, mandou recado prometendo vingar a morte do aliado.

“Já passaram aqui avisando que no próximo final-de-semana não é pra morador sair de casa. Eles vão invadir pra pegar a família do Lerdinho e esquartejar todos como vingança. Estão esperando esfriar pra aterrorizar”, desabafou uma dona de casa de 62 anos que mora na Rua Sadoc de Sá – via que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Cajueiro.
“As duas comunidades são controladas por facções rivais e é a gente que fica no meio do fogo cruzado”, lamentou a idosa, que pediu para não ter a identidade revelada.

O comandante do 41º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenelle, afirmou que Parazão foi morto em confronto ocorrido na mata que separa as duas comunidades entre policiais e traficantes. Ainda de acordo com ele, o corpo foi encontrado pelos rivais, que fizeram questão de cortar a cabeça e exibi-la como demonstração de força para os moradores e exemplo do que acontece com traidores.
Jorge Porfírio de Souza, o Dinho, 30 anos
Foi a poucos metros da casa dela que a cabeça de Parazão foi jogada: em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá, exibida como se fosse um troféu. Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela por Dinho. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.
Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22 anos
Enquanto criminosos do Alemão estão dando apoio aos bondes formados por traficantes dos morros do Juramento e Cajueiro, rivais da Serrinha têm apoio de comparsas do Morro São José da Pedra, também em Madureira, e das favelas de Acari, no bairro de mesmo nome, ainda na Zona Norte, e de Senador Camará, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
Sérgio Porfírio de Souza, o Neco
Entre os feridos, estaria Paulo Orlando dos Santos, o Paulinho ou PH, 22, gerente do Cajueiro. Socorrido pelos próprios comparsas, ele estaria recebendo atendimento médico em uma unidade de saúde improvisada na Vila Cruzeiro.
Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha
Além de Lerdinho, Dinho teria apoio dos irmãos, Sérgio Porfírio de Souza, o Neco, e Adilson Porfírio de Sousa, o Adilson da Serrinha, e de Nilson de Oliveira Augusto, o Chuchu, que chefia a venda de drogas no Morro São José da Pedra.

Do outro lado, com carta branca de FB, está o traficante Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38. Além de ser apontado pela Polícia como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41, em outubro de 2008, ele é investigado por dar apoio a diversos roubos a instituições financeiras. De acordo com a Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que fazia parte do esquema era Parazão.
Relembrem:
Cabeça do traficante Parazão é exibida como troféu pelo rival

Um episódio bárbaro promete agravar ainda mais a guerra travada entre traficantes das facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) que disputam o controle da venda de drogas no Morro da Serrinha, em Madureira, na Zona Norte do Rio, há cerca de um ano.
Em um poste na Avenida Edgard Romero, na altura da Rua Sadoc de Sá – que dá acesso ao Morro da Serrinha e fica em frente ao Morro do Cajueiro, também em Madureira – exibida como se fosse um troféu, policiais do 41º BPM (Irajá) encontraram a cabeça do traficante Valmir Bernardo da Silva, o Parazão, apontado como homem que liderou o bonde do Morro do Juramento, em Vicente de Carvalho, para a tentativa de invasão à Serrinha.
Valmir Bernardo da Silva, o Parazão
Antes disso, entretanto, ela foi exibida pelas vielas da favela pelo traficante Jorge Porfírio de Sousa, o Dinho, 30 anos. As tentativas de criminosos do CV de dominar o Morro da Serrinha, controlado por rivais do TCP, teve início no final de setembro do ano passado. No mês seguinte, Parazão – que era braço direito de Dinho – fugiu da Serrinha levando armas e drogas e procurou refúgio na Favela Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão, na Penha – considerado o Quartel General (QG) da facção fundada por Rogério Lengruber, o Bagulhão.
“O Dinho cumpriu a ameaça de se vingar do Parazão, que ele chamava de traíra. Ele ficou passeando pela comunidade com a cabeça dele. Foi uma cena de horror”, revelou um autônomo que é nascido e criado na Rua Doutor Joviano e pediu para não ter a identidade revelada.

Além de Dinho, seus dois irmãos, Sérgio Porfírio de Sousa, o Neco, e Adilson Porfírio de Souza, o Adilson da Serrinha, também participaram da ação. O corpo de Parazão não havia sido localizado, até o final da tarde de ontem.
“Moradores contaram que o corpo seria jogado aos porcos. Esses animais só não conseguem comer o cabelo e as unhas. Eles somem com o resto em dois dias”, afirmou um inspetor da 29ª DP (Madureira).
Enquanto peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) eram aguardados, uma equipe do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 41º BPM realizou uma incursão no Morro do Cajueiro e prendeu dois acusados de envolvimento com o tráfico de drogas no local, conhecidos como Playboy e Xuxa. O registro foi feito na 30ª DP (Marechal Hermes), que funcionava como central de flagrantes.
Jorge Porfírio de Sousa, o Dinho
De acordo com a Polícia, a autorização para o início da guerra na região foi dada pelo traficante Fabiano Atanásio da Silva, o FB, 34, que entregaria o controle do Morro da Serrinha para o comparsa Luiz Cláudio Serrat Corrêa, conhecido como Claudinho da Mineira, Claudinho Tabajara, Claudinho Dona Marta ou Claudinho CL, 38.
Segundo investigações da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), Claudinho CL tem dado apoio a diversos roubos a instituições financeiras. Ele faria o contato entre os assaltantes e traficantes do Complexo do Alemão – que estariam alugando armas para as ações em troca de parte do dinheiro arrecadado. Um dos traficantes que faria parte do esquema é Parazão.
Em maio deste ano, agentes da DRF apreenderam uma tonelada de maconha – avaliada em cerca de R$ 600 mil – na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio. A droga, com essência de menta, estava escondida debaixo de 26 toneladas de cebola e era transportada em uma carreta que vinha do Paraguai.

“O trabalho começou através da investigação de uma quadrilha de assaltantes a bancos. Ela se esconde no Alemão, aluga armas dos traficantes para cometer os roubos e, em troca, divide parte dos lucros com eles. É com esse dinheiro que os chefes do Alemão estão investindo na compra de mais drogas”, explicou, na ocasião, o delegado Marcelo Martins, adjunto da especializada.
Além disso, CL é apontado como um dos mandantes da execução do tenente-coronel da Polícia Militar José Roberto do Amaral Lourenço, 41. Diretor há quatro anos da Penitenciária Doutor Serrano Neves B – mais conhecida como Bangu 3B – no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, ele foi assassinado com mais de 60 tiros na Avenida Brasil, quando se dirigia ao trabalho, no dia 16 de outubro de 2008.

Na terra do samba, o que tem tocado é o terror

3 comentários:

  1. Tem pena das pessoas inocentes em volta dessa guerra!

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  2. so rola guerra se aluem tenta todo bandido quer ganhar dinheiro e viver na paz mais tem uns recalcados q crescem o olho e faz judaria

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