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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Podologia no Senac

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS A Habilitação Técnica de Nível Médio em Podologia – Área Profissional de
Saúde atende ao disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
– LDB, Lei Federal nº 9.394/96, no Decreto Federal nº 5.154/04, na Resolução
CNE /CEB nº 04/99 e no Parecer CNE /CEB nº 16/99 do Conselho Nacional de
Educação, na Indicação CEE /SP nº 08/00 do Conselho Estadual de Educação de São
Paulo, no Regimento das Unidades Educacionais Senac São Paulo, nas demais normas
do sistema de ensino e na legislação que regulamenta as atividades da área.
Na perspectiva de atualizar o perfil profissional de conclusão para que os egressos
possam acompanhar as transformações do setor produtivo e da sociedade, o Plano
de Curso de Técnico em Podologia, aprovado pela Portaria Senac/GDE nº 54/01,
publicada no Diário Oficial do Estado – DOE de 20/04/01, através da Portaria CEE/
GP n º 68/01, de 18/04/01, passa, nesta oportunidade, por revisão, mantendo-se alinhado
às exigências específicas da ocupação e da área de Saúde. Incorpora inovações
decorrentes dos avanços científicos e tecnológicos deste segmento, da experiência
acumulada pela Instituição na oferta desta habilitação, da revisão da Proposta Pedagógica
do Senac São Paulo e de novas tecnologias educacionais.
As alterações realizadas também estão sintonizadas com o novo cenário desenhado
pela Portaria n° 971/06 do Ministério da Saúde1, que amplia o âmbito de práticas
integrativas e complementares e reconhece a necessidade de inclusão de ações que
reduzam a predominância das intervenções exclusivamente centradas na cura de doenças
nos diversos níveis de atenção à saúde. A Podologia, embora não se encontre
entre as práticas citadas, acompanha essa tendência, pois tem como objetivo, além da
investigação, a avaliação e o tratamento das doenças dos pés, a prevenção de problemas,
a promoção da saúde e do bem-estar das pessoas.
Desde o início do Século XX a saúde dos pés passou a ser objeto de interesse da ciência
em países da Europa. Chegou ao Brasil nos anos 30 e teve seu primeiro órgão de
representação profissional em 1964 com a criação da Associação Brasileira de Pedicuros
– ABP, com sede na cidade de São Paulo.
Segundo a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, este profissional prognostica
e trata as patologias superficiais dos pés e deformidades podais, utilizando-se
de instrumental pérfuro-cortante, medicamentos de uso tópico, órteses e próteses. O
exercício dessa ocupação requer curso técnico de nível médio na área de atuação.
1 A Portaria n° 971/2006 do Ministério da Saúde define a Política Nacional de Práticas Integrativas e
Complementares (PNPIC)
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Atualmente a Podologia, por representar um conceito associado à saúde integral e
bem-estar, prevê ações de podoprofilaxia que privilegiam a orientação e aplicabilidade
de medidas de prevenção e promoção da saúde podal, aplicação de técnicas que
possibilitam a recuperação de patologias podológicas e atendimento a portadores de
outras patologias que requerem cuidados podológicos diferenciados.
São muitos os problemas com os pés que precisam de cuidados dos podólogos, sendo
considerável a necessidade de conscientização da população para a adoção de
medidas preventivas. Estudos comprovam que uma parcela significativa da população
apresenta problemas podológicos sem reconhecê-los2. A ausência de informação
e orientação sobre os cuidados exigidos pelos pés, associados aos hábitos da vida
moderna, podem desencadear e/ou agravar patologias podológicas. Boa parte desses
problemas seria evitada ou resolvida apenas com a intervenção dos Técnicos em
Podologia.
O cuidado com os pés, atribuição principal desse profissional, tem sido cada vez
mais valorizado pelos demais profissionais de saúde, sobretudo pelos médicos. Porém,
ainda é grande a carência de podólogos e de instituições de educação profissional
que ofereçam cursos de nível técnico.
O Senac São Paulo oferece este curso com o objetivo de propiciar condições para que
os alunos desenvolvam as competências gerais da área de Saúde e as específicas da
habilitação técnica de nível médio em Podologia, definidas a partir da análise do
processo de trabalho desse segmento, respeitando valores estéticos, políticos e éticos
e mantendo compromisso com a qualidade, o trabalho, a ciência, a tecnologia e as
práticas sociais relacionadas com os princípios da cidadania responsável.
A Instituição se propõe à constante atualização deste Plano de Curso, a fim de acompanhar
as transformações tecnológicas e sócio-culturais do mundo do trabalho, especialmente
da área de Saúde e do campo da Podologia, mediante contato com especialistas
da área e com o setor produtivo.
2. REQUISITOS DE ACESSO
Para matrícula no curso o candidato deve ter no mínimo 18 anos e estar cursando a
3ª série do ensino médio.
2 Para mais informações, consultar o Suplemento de Anais Brasileiros de Dermatologia, v.74, supl.2, 1999 - “Projeto Achilles
no Brasil”.
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Documentos:
– Requerimento de Matrícula.
– Documento de Identidade com foto e com validade nacional (cópia).
– Histórico Escolar de conclusão do Ensino Médio (duas vias, sendo o original ou
cópia autenticada e cópia simples) ou
– Declaração da escola comprovando que o aluno está cursando a escolaridade mínima
exigida (original).
As inscrições e as matrículas serão efetuadas conforme cronograma estabelecido pela
Unidade, atendidos os requisitos de acesso e os termos regimentais.
Quando julgar procedente, a Unidade poderá admitir processo seletivo, incluindo
avaliação relativa aos conhecimentos e habilidades, adquiridos pelo candidato no
ensino médio, relacionados com as competências requeridas no desenvolvimento do
curso.
3. PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO
O Técnico em Podologia é o profissional de saúde que presta serviços a pessoas nas
diferentes faixas etárias, atuando em estabelecimentos públicos ou privados - hospitais,
ambulatórios, clínicas médicas, clubes desportivos ou sociais, spas, institutos de
beleza, academias esportivas, asilos - em gabinetes próprios ou de terceiros e em domicílio,
podendo atuar como profissional autônomo ou com vínculo empregatício.
Integra equipes multiprofissionais de saúde, mantendo autonomia em relação a estes
especialistas na avaliação, planejamento e execução dos cuidados mais adequados,
no âmbito de sua atuação. Para tanto deve, no decorrer do curso, mobilizar e articular
com pertinência os saberes necessários à ação eficiente e eficaz, que lhe permitam:
– Buscar atualização constante e autodesenvolvimento por meio de estudos e pesquisas,
de forma crítica para propor inovações, identificar e incorporar novos métodos,
técnicas e tecnologias às suas ações e responder às situações cotidianas e
imprevisíveis com flexibilidade e criatividade.
– Assumir postura profissional condizente com os princípios que regem as ações na
área de Saúde, atuando em equipes multidisciplinares e relacionando-se adequadamente
com os clientes, contribuindo de forma efetiva para a promoção, proteção
e recuperação da saúde.
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– Gerenciar seu percurso profissional com iniciativa e de forma empreendedora ao
prestar serviços em instituições de saúde, em organizações do segmento de imagem
pessoal ou na condução do seu próprio negócio.
– Atuar com responsabilidade, comprometendo-se com os princípios da ética, da
sustentabilidade ambiental, da preservação da saúde e do desenvolvimento social,
orientando suas atividades por valores expressos no ethos profissional, resultante
da qualidade e do gosto pelo trabalho bem feito.
Para atender às demandas do processo produtivo, esse profissional deve constituir
as seguintes competências específicas da habilitação:
– Reconhecer-se como profissional de Saúde, baseando o planejamento de sua ação
na perspectiva do ser humano integral e considerando os condicionantes e determinantes
do processo de saúde e doença, a qualidade no atendimento, a preservação
do meio ambiente e o compromisso social com a população.
– Informar e orientar o cliente e a comunidade quanto a hábitos e medidas geradoras
de melhores condições de vida, visando à conquista de autonomia na manutenção
da própria saúde.
– Selecionar e adotar procedimentos que garantam a segurança, a higiene e a profilaxia
do instrumental, equipamentos e locais de trabalho, bem como atender à
legislação e às normas que regem a prestação dos serviços de saúde.
– Realizar avaliação podológica considerando conhecimentos sobre anatomofisiologia,
patologias dermatológicas e biomecânica dos membros inferiores, a fim de
identificar a intervenção mais indicada e/ou necessidade de encaminhamento
para profissional especializado.
– Selecionar e executar procedimentos podológicos adequados a cada caso, mobilizando
conceitos, princípios e habilidades relacionadas com as técnicas podológicas
e valorizando a relação profissional/cliente.
– Gerir um negócio com visão sistêmica, mobilizando e articulando conceitos e
princípios de empreendedorismo e habilidades na definição de estratégias que
contribuam para a sustentabilidade do empreendimento.
Em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional
de Nível Técnico este profissional deve também possuir as competências gerais
da Área de Saúde:
– Identificar os determinantes e os condicionantes do processo saúde-doença.
– Identificar a estrutura e organização do sistema de saúde vigente.
– Identificar funções e responsabilidades dos membros da equipe de trabalho.
– Planejar e organizar o trabalho na perspectiva do atendimento integral e de qualidade.
– Realizar trabalho em equipe, correlacionando conhecimentos de várias disciplinas
ou ciências, tendo em vista o caráter interdisciplinar da área.
– Aplicar normas de biossegurança.
– Aplicar princípios e normas de higiene e saúde pessoal e ambiental.
– Interpretar e aplicar legislação referente aos direitos do usuário.
– Identificar e aplicar princípios e normas de conservação de recursos não renováveis
e de preservação do meio ambiente.
– Aplicar princípios ergonômicos na realização do trabalho.
– Avaliar riscos de iatrogenias ao executar procedimentos técnicos.
– Interpretar e aplicar normas do exercício profissional e princípios éticos que regem
a conduta do profissional de saúde.
– Identificar e avaliar rotinas, protocolos de trabalho, instalações e equipamentos.
– Operar equipamentos próprios do campo de atuação, zelando pela sua manutenção.
– Registrar ocorrências e serviços prestados de acordo com exigências do campo de
atuação.
– Prestar informações ao cliente, ao paciente, ao sistema de saúde e a outros profissionais
sobre os serviços que tenham sido prestados.
– Orientar clientes ou pacientes a assumirem, com autonomia, a própria saúde.
– Coletar e organizar dados relativos ao campo de atuação.
– Utilizar recursos e ferramentas de informática específicos da área.
– Realizar primeiros socorros em situações de emergência.
4. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
A estrutura curricular do curso Técnico em Podologia – área profissional de Saúde
está organizada em seis módulos, conforme descrição a seguir:
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Estrutura Curricular
Módulos Componentes Curriculares Horas
I Ambientação em Saúde e Projeto Profissional 40
II Podoprofilaxia 308
III Promoção da Saúde 80
IV Sistemática do Atendimento Podológico 560
V Cuidados Diferenciados 132
VI Gestão Empreendedora 80
Total de Horas 1.200
Módulo I – Integra o aluno no campo da Podologia mediante contato com profissionais
da área, ambientes nos quais atuam e vivências que permitem contextualizar o
trabalho na área da Saúde e no segmento, de modo que possa articular suas expectativas
sobre a profissão com as possibilidades que ela oferece, visando ao seu desenvolvimento
profissional. Deve ser desenvolvido no início do curso, isoladamente
ou em concomitância com o Módulo II.
Módulo II – São desenvolvidas competências voltadas para os cuidados com os pés,
relacionadas com a promoção e prevenção da saúde podal, assim como valores e atitudes
voltados à qualidade no atendimento. São propostas atividades de pesquisa,
simulações, vivências em laboratório, dentre outras. Deve ser oferecido antes dos
Módulos IV e V.
Módulo III – Prevê a aproximação do aluno com comunidades que habitualmente
não têm acesso a este tipo de atenção. Envolve um projeto de orientação aos seus
integrantes para a promoção e manutenção da saúde podal. As atividades previstas
visam ao exercício da responsabilidade social e se pautam nos princípios do processo
saúde-doença. Pode ser oferecido a qualquer momento após ou em concomitância
com o Módulo II, na sua etapa final.
Módulo IV – São desenvolvidas competências de maior complexidade que envolve
a avaliação de alterações podológicas, seleção e aplicação de técnicas que permitem a
recuperação e a reabilitação. São propostas atividades de pesquisa, estudo de casos,
seminários, contatos com profissionais especializados, visitas técnicas, simulações,
vivências em laboratório, atendimento e acompanhamento a clientes e definição de
protocolos. Deve ser oferecido após o Módulo II e antes do Módulo V ou, no mínimo,
em concomitância ao Módulo V, na sua etapa final.
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Módulo V – São desenvolvidas competências relacionadas com a atenção a clientes
portadores de afecções, tais como portadores de cardiopatias, diabetes, neuropatias,
dentre outras que requeiram ações diferenciadas. Como no Módulo IV, são propostas
atividades de pesquisa, estudo de casos, seminários, contatos com profissionais
especializados, visitas técnicas, simulações, vivências em laboratório, atendimento
e acompanhamento a clientes e definição de protocolos. Deve ser oferecido após o
Módulo IV ou, no mínimo, em concomitância a este, na sua etapa final.
Módulo VI – O aluno desenvolve um plano de negócios, constituindo competências
que favoreçam a criação de seu próprio empreendimento, a participação no gerenciamento
de empresas ou, ainda, a atuação estratégica na prestação de serviços. É
independente dos demais, sendo recomendada sua oferta na fase final do curso.
COMPETÊNCIAS PROFISSIONAIS A SEREM DESENVOLVIDAS NOS MÓDULOS
Módulo I - Ambientação em Saúde e Projeto Profissional
– Reconhecer-se como profissional de Saúde que interage em um sistema complexo
com diversos atores, respaldando sua ação na perspectiva do ser humano integral,
considerando a qualidade no atendimento e o compromisso social com a população,
e adotando postura profissional condizente com os princípios que regem as
atividades em Saúde e na Podologia.
– A nalisar o campo da podologia e da organização do trabalho com base nos aspectos
éticos e multidisciplinares e as relações que interferem na ação profissional e
nos limites que devem ser respeitados, identificando possibilidades que permitam
ampliar sua atuação.
Módulo II - Podoprofilaxia
– Receber e assessorar o cliente, com cortesia e profissionalismo, levando em conta
a abordagem, a postura e a comunicação adequadas ao atendimento, assim como
os princípios da ética e da qualidade e as normas que regulam as relações na prestação
de serviços.
– Selecionar e adotar procedimentos que garantam a segurança, a higiene e a profilaxia
no trabalho, atendendo às diferentes normas que regem a prestação dos serviços
na área, visando proteger a saúde do profissional e do cliente e avalizando
as normas de conservação e de preservação do meio ambiente.
– Proceder aos cuidados básicos de podologia com base em avaliação podológica,
mobilizando conhecimentos sobre anatomofisiologia, histologia e citologia do sisSenac
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tema tegumentar, habilidade no uso do instrumental e equipamentos com valorização
da relação podólogo/cliente.
– O rientar o cliente quanto aos cuidados com os pés e a postura corporal mais adequada,
com base em princípios da ergonomia que permitam correlacionar as patologias
dos pés com a postura dos indivíduos, visando prevenir complicações e
promover o bem-estar.
– R ealizar procedimentos de primeiros socorros em situações de emergência, considerando
conhecimentos e técnicas pertinentes, de modo a manter a vida e a prevenir
complicações até a chegada de atendimento médico.
Módulo III - Promoção da Saúde
– L evantar e reconhecer as condições de vida da comunidade, considerando os aspectos
culturais, sociais e econômicos e os condicionantes e os determinantes do
processo saúde-doença, tendo em vista a promoção da saúde.
– Participar do planejamento de ações de promoção da saúde, valendo-se de conceitos
e princípios que orientam hábitos geradores de bem-estar e de qualidade de
vida, assim como daqueles que orientam o trabalho de educação em saúde.
– Informar e orientar a comunidade quanto à incorporação do autocuidado nas atividades
diárias e medidas geradoras de melhores condições de vida, despertando-
a para os benefícios dos cuidados com os pés como alternativa de prevenção,
promoção e manutenção da saúde.
Módulo IV - Sistemática do Atendimento Podológico
– Planejar a assistência, considerando avaliação podológica, a organização do ambiente
e o preparo do material e instrumental necessários para o atendimento,
tendo em vista o procedimento mais adequado a cada caso e/ou necessidade de
encaminhamento para o especialista.
– Realizar procedimentos podológicos para as diferentes patologias que acometem
os pés, utilizando técnicas e instrumental específicos, compreendendo as alterações
anatomofisiopatológicas e os princípios de farmacologia envolvidos.
– O rientar o cliente sobre o uso de protetores de calos, calosidades, palmilhas e
calçados anatômicos, considerando os aspectos anatômicos e biomecânicos, características
da podopatologia e técnicas específicas, visando proteger a área afetada
e propiciar conforto ao cliente, encaminhando-o para especialistas, quando necessário.
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Módulo V - Cuidados diferenciados
– Prestar atendimento diferenciado no tratamento de afecções dos pés em clientes
cardiopatas, portadores de diabetes, hanseníase, distúrbios neurológicos, renais e
endocrinológicos, reconhecendo indicadores de distúrbios articulares, vasculares,
neurológicos e/ou cutâneos.
– Realizar massagem relaxante nos pés, mobilizando conceitos e princípios de reflexologia
podal, como yin-yang, dos meridianos e dos cinco elementos, mapas reflexológicos
e mobilizar habilidade na execução dos procedimentos, valorizando a
relação podólogo/cliente.
Módulo VI - Gestão Empreendedora
– Planejar a abertura de uma empresa, considerando os processos e os trâmites burocráticos,
mobilizando conhecimentos, habilidades e atitudes empreendedoras
que contribuam para a viabilização de um negócio.
– Definir as diretrizes estratégicas do empreendimento, tendo como base o conceito
de missão, visão e valores empresariais, constituindo assim um guia de atuação.
– Identificar oportunidades de negócio com base no processo criativo e inovador de
geração de idéias, analisando a viabilidade mercadológica, econômica e financeira
e entendendo e atendendo às demandas de mercado.
– Elaborar plano de negócio como ferramenta de gestão e organização, mobilizando
conceitos e princípios de empreendedorismo e habilidades na definição de estratégias
para minimizar riscos envolvidos e aumentar a chance de sucesso do empreendimento.
– Propor estratégias de comercialização utilizando a análise de ambiente de negócios
e baseando-se nos conceitos e práticas de marketing a fim de buscar a sustentabilidade
do empreendimento.
– Planejar a arquitetura organizacional definindo sua estrutura e funções ocupacionais
e administrativas mediante conceitos, técnicas e princípios da gestão de
recursos humanos, visando ao desempenho eficiente das pessoas e da empresa.
– Criar modelos financeiros e contábeis utilizando ferramentas, técnicas e conceitos
específicos, visando ao controle e à tomada de decisões para o empreendimento.
– Propor o processo operacional do empreendimento através da análise da estrutura
física e dos recursos materiais necessários e adequados à funcionalidade do
ambiente e ao conforto do cliente, considerando a legislação pertinente de modo a
proporcionar visão sistêmica.
Indicações Metodológicas
As indicações metodológicas que orientam o desenvolvimento deste Plano de Curso,
em consonância com a Proposta Pedagógica do Senac São Paulo, pautam-se nos
princípios da aprendizagem com autonomia e do desenvolvimento de competências
profissionais, entendidas como a “capacidade de mobilizar, articular e colocar em
ação valores, conhecimentos e habilidades, necessários para o desempenho eficiente
e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho”.3
As competências profissionais descritas na organização curricular foram definidas
com base no perfil profissional de conclusão, considerando processos de trabalho
de complexidade crescente, relacionados com a podologia. Tais competências desenham
um caminho metodológico que privilegia a prática pedagógica contextualizada,
colocando o aluno frente a situações problemáticas que possibilitam o exercício
contínuo da mobilização e articulação dos saberes necessários para a ação e a solução
de questões inerentes à natureza do trabalho neste segmento.
A incorporação de tecnologias e práticas pedagógicas inovadoras previstas para este
curso, como o trabalho por projeto, atende aos processos de produção da área, às
constantes transformações que lhe são impostas e às mudanças sócio-culturais relativas
ao mundo do trabalho, pois permite aos alunos a vivência de situações contextualizadas,
gerando desafios que levam a um maior envolvimento, instigando-os a
decidir, opinar, debater e construir com autonomia o seu desenvolvimento profissional.
Propicia, ainda, a oportunidade de trabalho em equipe, assim como o exercício
da ética, da responsabilidade social e da atitude empreendedora.
As situações de aprendizagem previstas para cada módulo têm como eixo condutor
um projeto que considera contextos similares àqueles encontrados nas condições reais
de trabalho e estimula a participação ativa dos alunos na busca de soluções para
os desafios que dele emergem.
Estudo de casos, proposição de problemas, pesquisas em diferentes fontes, contato
com empresas e especialistas da área, visitas técnicas, atividades comunitárias, trabalho
de campo, simulações de contextos, atividades em laboratório e atendimento
ao público compõem o repertório de atividades do trabalho por projeto, que serão
especificadas no plano de trabalho dos docentes a ser elaborado sob a coordenação
da área técnica da Unidade e registrado em documento próprio.
3 Esta é a definição de competência profissional presente nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional
de Nível Técnico. Resolução CNE/CEB nº. 04/99.
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Cabe ressaltar que, na mediação dessas atividades, o docente deve atuar no sentido
de possibilitar a identificação de problemas diversificados e desafiadores, orientando
na busca de informações, estimulando o uso do raciocínio lógico e da criatividade,
incentivando respostas inovadoras e criando estratégias que propiciem avanços,
tendo sempre em vista que a competência é formada pela prática e que esta se dá em
situações concretas.
Ao final de cada Módulo os alunos devem entregar o projeto construído no decorrer
do processo, ficando o modo de apresentação a critério da Unidade.
5. APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E
EXPERIÊNCIAS ANTERIORES
As competências anteriormente adquiridas pelos alunos, relacionadas com o perfil
profissional de conclusão do Técnico em Podologia, poderão ser avaliadas para
aproveitamento de estudos, nos termos da legislação vigente.
Assim, podem ser aproveitados no curso os conhecimentos e experiências adquiridos:
– Em cursos, módulos, etapas ou certificação profissional técnica de nível médio,
mediante comprovação e análise da adequação ao perfil profissional de conclusão
e, se necessário, com avaliação do aluno.
– E m cursos de formação inicial e continuada de trabalhadores, no trabalho ou por
outros meios informais, mediante avaliação do aluno.
O aproveitamento, em qualquer condição, deve ser requerido antes do início do módulo
correspondente e em tempo hábil para o deferimento pela direção da Unidade
e devida análise por parte dos docentes, aos quais cabe a avaliação das competências
e a indicação de eventuais complementações.
Os docentes que participarem do processo de avaliação de competências devem apresentar
relatório com indicação das atividades e do resultado da avaliação. O relatório
será arquivado no prontuário individual do aluno, juntamente com os documentos
que instruíram esse processo.
6. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
A avaliação da aprendizagem será contínua, priorizando aspectos qualitativos relacionados
com o processo de aprendizagem e o desenvolvimento do aluno observado
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durante a realização das atividades propostas, individualmente e/ou em grupo, tais
como pesquisas, relatórios de atividades e visitas técnicas, estudo de casos, diagnóstico
ou prognóstico sobre situações de trabalho, atividades em laboratório, atendimento
ao público e, ainda, os produtos gerados pelos projetos desenvolvidos.
A observação deve se pautar em critérios e indicadores de desempenho, pois, considera-
se que, cada competência traz em si determinado grau de experiência cognitiva,
valorativa e comportamental que pode ser traduzido por desempenhos. Assim,
pode-se dizer que o aluno adquiriu determinada competência quando seu desempenho
expressar esse patamar de exigência qualitativa.
Para orientar o processo de avaliação, torná-lo transparente e capaz de contribuir
para a promoção e a regulação da aprendizagem, é necessário que os indicadores de
desempenho sejam definidos no plano de trabalho docente e explicitados aos alunos
desde o início do curso, visando direcionar todos os esforços da equipe técnica, docente
e do próprio aluno para que este alcance o desempenho desejado.
Deste modo, espera-se potencializar a aprendizagem e reduzir ou eliminar o insucesso.
Isto porque a educação por competência implica em assegurar condições para
que o aluno supere dificuldades de aprendizagem diagnosticadas durante o processo
educacional.
A auto-avaliação será estimulada e desenvolvida por meio de procedimentos que
permitam que o aluno acompanhe seu progresso e pela identificação de pontos a
serem aprimorados, considerando-se que esta é uma prática imprescindível à aprendizagem
com autonomia.
O resultado do processo de avaliação será expresso em menções:
– Ótimo: capaz de desempenhar, com destaque, as competências exigidas pelo perfil
profissional de conclusão.
– Bom: capaz de desempenhar, a contento, as competências exigidas pelo perfil profissional
de conclusão.
– Insuficiente: ainda não capaz de desempenhar, no mínimo, as competências exigidas
pelo perfil profissional de conclusão.
As menções serão atribuídas por módulo, considerando os critérios e indicadores de
desempenho relacionados com as competências previstas em cada um deles, as quais
integram as competências profissionais descritas no perfil de conclusão.
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Será considerado aprovado aquele que obtiver, no final de cada módulo, as menções:
Ótimo ou Bom e a freqüência mínima de 75% do total de horas de efetivo trabalho
educacional em cada módulo.
Será considerado reprovado em qualquer um dos módulos, aquele que obtiver a
menção Insuficiente, mesmo após as oportunidades de recuperação, ou tiver freqüência
inferior a 75% do total de horas de efetivo trabalho educacional.
Ao aluno com freqüência mínima de 75% e menção Insuficiente, será oferecida oportunidade
de recuperação de aprendizagem, organizada em diferentes formatos e desenvolvida
de maneira contínua, no decorrer do módulo ou, quando couber, no final
do processo.
O aluno com menção Ótimo ou Bom, mas com freqüência inferior aos 75% e igual
ou superior a 60%, por motivos justificados, poderá ter sua situação apreciada pelo
Conselho de Curso, para fins de possível promoção.
Os alunos devem ter pleno conhecimento dos procedimentos a serem adotados para
o desenvolvimento do curso, bem como sobre as normas regimentais e os critérios de
avaliação, recuperação, freqüência e promoção.
7. INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS
• Instalações:
– Sala de aula convencional adequadamente mobiliada com cadeiras móveis para a
composição de diferentes arranjos que privilegiem a diversidade de atividades.
A Unidade disponibilizará:
• Televisão
• Vídeo/DVD
• Projetor de slides
• Retroprojetor/Datashow
• Computadores com acesso à Internet
• Filmadora e Máquina Fotográfica.
– Laboratório que disponha de iluminação e exaustão adequadas, equipado com
instalações elétricas e hidráulicas próprias aos serviços de Podologia, conforto
térmico e acústico, pia com cuba de aço inoxidável, torneiras de água fria e quente
e água filtrada.
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As instalações devem estar de acordo com o disposto no Código da Vigilância Sanitária.
• Equipamentos Específicos:
– autoclave
– micromotor composto de ponteira e massageador para os pés
– luminárias com exaustor
– ultra-som para desencruste de instrumental
– negatoscópio
• Utensílios do Laboratório:
– alicate de corte
– alicate para lâminas ungueais
– alicate para eponíqueo
– alicate ortodôntico 053
– assentador
– bandeja para bisturis
– bandejas para resíduos
– cabo para bisturi descartável
– calcador de fibra
– conta gotas
– espátula para gesso/alginato
– estojo de inox para acondicionar bisturi
– estojo para acondicionar brocas
– graal
– jogo de bisturis compostos por: bisturi para calo, para queratose plantar, nuclear
– micro, estreito e largo-, cureta, espátula e explorador
– jogo de brocas diamantadas e fresadas
– lixeira com pedal
– medidor de água e alginato
– moldeira
– pinça trançada para bracket
– pinça porta-agulha de Mathiew
Senac São Paulo
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM COMERCIAL – SENAC SÃO PAULO
 – Habilitação Técnica de Nível Médio em Podologia
– fio ortodôntico
– gaze tubular
– gesso para ortoniquia
– lâminas descartáveis
– lixas
– luvas
– mandril
– máscaras
– pasta para assentar
– pulverizadores
– soro fisiológico
– toucas
• Bibliografia Básica:
Para atender às necessidades de consulta e pesquisa dos docentes e dos alunos a
Unidade constituirá seu acervo com livros, revistas e publicações técnicas, incluindo,
necessariamente, os seguintes títulos:
BEGA, A. Tratado de Podologia. São Caetano do Sul, SP: Yendis Editora, 2006.
BELLUSCI, S. M. Epidemiologia (Série Apontamentos). 5ª ed. São Paulo: Editora Senac
São Paulo, 1995.
CORAZZA, S. Aromacologia: uma ciência de muitos cheiros. 2ª ed. São Paulo: EDS ,
2004.
DOLABELA, E. O Segredo de Luiza. São Paulo: Cultura Editores Associados, 1999.
FITZPATRICK, T. B.; JOHNSON , R. A.; WOL FF, K.; POLANO , M. K.; SUUR MOND ,
D. Dermatologia Atlas e Texto. 3ª ed., Chile: Editora Mc Graw-Hill, 1998.
HAMILL, J. e KNUTZEN M. K. Bases Biomêcanicas do Movimento Humano. 1ª ed. São
Paulo: Editora Manole, 1999.
INGE, D. ; ELLIS, S. Um Guia passo a passo para a aplicação da reflexologia, 12ª ed. São
Paulo: Editora Cultrix, 2006.
NETTER, H. F. Atlas de Anatomia Humana versão Combo. 3ª ed. Porto Alegre: Editora
8. PESSOAL DOCENTE E TÉCNICO
Estão habilitados para a docência neste curso profissionais licenciados (licenciatura
plena ou programa especial de formação) na área profissional e/ou no correspondente
componente curricular.
Poderão, ainda, ser admitidos, profissionais com a seguinte ordem preferencial:
– na falta de licenciados, os graduados na correspondente área profissional ou de
estudos;
– na falta de profissionais graduados em nível superior nas áreas específicas, profissionais
graduados em outras áreas e que tenham experiência profissional comprovada
na área do curso;
– na falta de profissionais graduados, técnicos de nível médio na área do curso com
comprovada experiência profissional na área;
– na falta de profissionais de nível técnico com comprovada experiência, outros reconhecidos
por sua notória competência.
Aos não licenciados será propiciada formação docente em serviço.
A coordenação do curso é realizada por profissional com graduação e experiência
compatível com as necessidades do cargo.
9. CERTIFICAÇÃO
Àquele que concluir todos os módulos que compõem a estrutura curricular deste
Plano de Curso e comprovar a conclusão do ensino médio será conferido o diploma
de Técnico em Podologia - Área Profissional de Saúde, registrado com validade nacional

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